China reage com interferência eletrônica após aproximação de fragata holandesa

Fragata F804 De Ruyter. Foto: wikimedia
Fragata F804 De Ruyter. Foto: wikimedia

A China afirmou ter usado interferência eletrônica e advertências militares para afastar uma fragata da Holanda que navegava próxima às disputadas Ilhas Paracel, no Mar do Sul da China.

Segundo o Exército de Libertação Popular, a embarcação teria entrado “ilegalmente” na área reivindicada por Pequim, aumentando ainda mais a tensão na região.

De acordo com o Comando do Teatro Sul chinês, o navio holandês De Ruyter também teria realizado operações aéreas com um helicóptero embarcado, que supostamente entrou diversas vezes no espaço aéreo reivindicado pela China. Em resposta, Pequim mobilizou forças navais e aéreas para monitorar e expulsar a fragata.

As Ilhas Paracel são alvo de disputas territoriais entre China e Vietnã e ocupam uma posição estratégica no Mar do Sul da China. A área tem sido palco frequente de confrontos diplomáticos e demonstrações militares envolvendo diferentes países, especialmente diante da crescente presença de embarcações ocidentais em operações de navegação.

Em comunicado, o porta-voz militar chinês Zhai Shichen acusou a Holanda de violar a soberania chinesa e ameaçar a estabilidade regional. O representante ainda declarou que a ação da fragata poderia facilmente provocar “mal-entendidos e erros de cálculo”, em um tom considerado incomum nas declarações oficiais de Pequim.

Fragata F804 De Ruyter

Fragata F804 De Ruyter. Foto: wikimedia
Fragata F804 De Ruyter. Foto: wikimedia

O De Ruyter é um fragata de defesa aérea e comando da classe De Zeven Provinciën, projetada para proteger forças navais contra ameaças aéreas e atuar em operações internacionais. Em abril de 2026, o Ministério da Defesa dos Países Baixos informou que o navio havia partido para uma missão de cerca de cinco meses no Indo-Pacífico, com aproximadamente 200 tripulantes e um helicóptero marítimo NH90 a bordo.

A missão tem como objetivo reforçar a presença holandesa em rotas estratégicas, apoiar a liberdade de navegação e ampliar a cooperação militar e diplomática com parceiros da região. Durante o trajeto, o navio também participa de exercícios internacionais e deve integrar atividades como Rim of the Pacific e Pacific Dragon, no entorno do Havaí.

Fonte: South China Morning Post | Fotos: Wikimedia | Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial

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